De 13 a 16 de agosto de 2026, a Rede MEJ-MAGIS reuniu 77 jovens provenientes de Kinshasa, Kikwit e Kisantu para uma colónia de férias no Colégio Kubama. Foram quatro dias vividos sob o signo do encontro, da fraternidade e da fé, durante os quais os jovens foram convidados a descobrir como se podem tornar, no seu quotidiano, testemunhas de Cristo. Landry Kuma-Kuma Mousa, SJ O Colégio Kubama, em Kisantu, acolheu 77 jovens por ocasião de uma colónia de férias organizada pela Rede do Movimento Eucarístico dos Jovens (MEJ) – MAGIS, sob o tema «Jovens, testemunhas de Cristo». Acompanhados pelos Padres Gilbert Mbambi, Landry Kuma-Kuma e Michel Gwogwo, estes quatro dias foram muito mais do que um simples período de férias: constituíram um verdadeiro caminho de encontro, fraternidade e crescimento na fé. O objetivo era ajudar os jovens a descobrir como a sua fé pode ganhar forma na vida quotidiana, nas suas famílias, escolas, universidades e nos diferentes ambientes em que vivem. Cristo no centro do encontro A Eucaristia constituiu o coração desta experiência. As missas diárias, cuidadosamente preparadas, permitiram aos jovens redescobrir Cristo como centro e modelo das suas vidas. As sessões e, sobretudo, as conversas espirituais, tão importantes na pedagogia inaciana, proporcionaram-lhes espaços para escutar, partilhar e reler aquilo que estavam a viver. Ao longo dos dias, foram assim convidados a olhar de uma nova forma para a sua própria experiência e a aprender a «ver todas as coisas novas em Cristo». Descobrir Kisantu caminhando O encontro foi também uma oportunidade para descobrir Kisantu e alguns dos seus lugares emblemáticos. A visita à Catedral de Notre-Dame-des-Douleurs proporcionou um momento de recolhimento e oração. No jardim botânico, fundado em 1900 pelo irmão jesuíta Justin Gillet, a natureza tornou-se um lugar de contemplação e admiração. O local recorda também a longa presença da Companhia de Jesus nesta região. A descoberta do Colégio Kubama e do noviciado Notre-Dame, Mère de la Compagnie de Jésus, permitiu, por sua vez, aos jovens conhecer melhor a presença e a missão dos jesuítas, bem como as diferentes formas através das quais a Companhia se coloca ao serviço da Igreja e da sociedade. Um momento de alegria e partilha As refeições partilhadas, o desporto, os cânticos, as pequenas peças teatrais e as diferentes atividades permitiram aos jovens criar laços e colocar os seus talentos ao serviço do grupo. Alguns ousaram tomar a palavra apesar da timidez; outros descobriram que um talento se torna verdadeiramente fecundo quando é partilhado com os outros. Nesta diversidade de atividades, cada um pôde encontrar o seu lugar e contribuir para a vida do grupo. A fogueira do dia 15 de agosto ficará certamente como um dos momentos altos do encontro. À luz das chamas, os cânticos, os sorrisos e os talentos partilhados deram um rosto particular à alegria vivida em conjunto. Uma alegria simples, mas profunda, que recorda que a espiritualidade inaciana também sabe reconhecer Deus na fraternidade, na criatividade e na vida partilhada. De jovens participantes a companheiros No final destes quatro dias, algo tinha mudado. Jovens vindos de diferentes horizontes, alguns dos quais não se conheciam à chegada, partiram com o sentimento de terem feito verdadeiramente um caminho juntos. Levaram consigo não apenas recordações, mas também uma responsabilidade: fazer irradiar nos seus ambientes aquilo que tinham recebido. Esta experiência está profundamente ligada à terceira Preferência Apostólica Universal da Companhia de Jesus, que convida a «caminhar com os jovens para um futuro cheio de esperança». Acompanhar os jovens não consiste, portanto, apenas em transmitir-lhes conhecimentos. Trata-se de caminhar com eles, escutá-los, discernir com eles e ajudá-los a descobrir que também eles têm algo a oferecer à Igreja e à sociedade. Uma experiência tornada possível pela generosidade Esta colónia de férias foi também possível graças ao apoio de numerosos benfeitores. O seu contributo material, espiritual e moral permitiu oferecer a estes jovens um espaço onde fé, formação, fraternidade e alegria puderam encontrar-se. A todos eles, o nosso profundo agradecimento pela sua generosidade e confiança. Nem mesmo os engarrafamentos no regresso, verdadeiras provas de paciência, conseguiram apagar os sorrisos. Os jovens regressaram cansados, mas felizes, com uma experiência para reler e, sobretudo, uma missão a prosseguir. A colónia terminou, mas o caminho continua. Porque ser «jovens, testemunhas de Cristo» não é apenas um tema de uma colónia de férias. É um apelo a fazer da própria vida um testemunho, dos próprios talentos um serviço e da própria fé uma presença que dá esperança. A.M.D.G.
MEJ-MAGIS à Kisantu : des jeunes en chemin pour discerner et témoigner
Du 13 au 16 août 2026, le Réseau MEJ-MAGIS a réuni 77 jeunes venus de Kinshasa, Kikwit et Kisantu pour une colonie de vacances au Collège Kubama. Quatre jours placés sous le signe de la rencontre, de la fraternité et de la foi, au cours desquels les jeunes ont été invités à découvrir comment devenir, dans leur quotidien, des témoins du Christ. Landry Kuma-Kuma Mousa, SJ Le collège Kubama de Kisantu a accueilli 77 jeunes à l’occasion d’une colonie de vacances organisée par le Réseau Mouvement Eucharistique des Jeunes (MEJ) – MAGIS, sous le thème « Jeunes, témoins du Christ ». Sous l’accompagnement des Pères Gilbert Mbambi, Landry Kuma-Kuma et Michel Gwogwo, ces quatre jours ont été bien plus qu’un simple temps de vacances : ils ont constitué un véritable chemin de rencontre, de fraternité et de croissance dans la foi. L’objectif était en effet d’aider les jeunes à découvrir comment leur foi peut prendre corps dans leur vie quotidienne, au sein de leurs familles, de leurs écoles, de leurs universités et de leurs différents milieux de vie. Le Christ au cœur du séjour L’Eucharistie a constitué le cœur de cette expérience. Les messes quotidiennes, préparées avec soin, ont permis aux jeunes de redécouvrir le Christ comme centre et modèle de leur vie. Les sessions, et surtout les conversations spirituelles, si importantes dans la pédagogie ignatienne, leur ont offert des espaces pour écouter, partager et relire ce qu’ils vivaient. Au fil des jours, ils ont ainsi été invités à poser un regard nouveau sur leur propre expérience et à apprendre à « voir toutes choses nouvelles en Christ ». Découvrir Kisantu en marchant Le séjour a également été l’occasion de découvrir Kisantu et quelques-uns de ses lieux emblématiques. La visite de la cathédrale Notre-Dame-des-Douleurs a offert un temps de recueillement et de prière. Au jardin botanique, fondé en 1900 par le frère jésuite Justin Gillet, la nature est devenue un lieu de contemplation et d’émerveillement. Le site rappelle également la longue présence de la Compagnie de Jésus dans cette région. La découverte du Collège Kubama et du noviciat Notre-Dame, Mère de la Compagnie de Jésus a, quant à elle, permis aux jeunes de mieux connaître la présence et la mission des jésuites, ainsi que les différentes manières dont la Compagnie se met au service de l’Église et de la société. Un moment de joie et de partage Les repas partagés ensemble, le sport, les chants, les saynètes et les différentes animations ont permis aux jeunes de créer des liens et de mettre leurs talents au service du groupe. Certains ont osé prendre la parole malgré leur timidité ; d’autres ont découvert qu’un talent devient véritablement fécond lorsqu’il est partagé avec les autres. Dans cette diversité d’activités, chacun a pu trouver sa place et contribuer à la vie du groupe. Le feu de camp du 15 août restera certainement comme l’un des beaux moments du séjour. Dans la lumière des flammes, les chants, les sourires et les talents partagés ont donné un visage particulier à la joie vécue ensemble. Une joie simple, mais profonde, qui rappelle que la spiritualité ignatienne sait aussi reconnaître Dieu dans la fraternité, la créativité et la vie partagée. De jeunes vacanciers à des compagnons Au terme de ces quatre jours, quelque chose avait changé. Des jeunes venus d’horizons différents, qui pour certains ne se connaissaient pas en arrivant, sont repartis avec le sentiment d’avoir fait un véritable chemin ensemble. Ils emportaient avec eux non seulement des souvenirs, mais aussi une responsabilité : faire rayonner dans leurs milieux ce qu’ils avaient reçu. Cette expérience rejoint profondément la troisième Préférence apostolique universelle de la Compagnie de Jésus, qui invite à « cheminer avec les jeunes vers un avenir porteur d’espérance ». Accompagner les jeunes ne consiste donc pas uniquement à leur transmettre des connaissances. Il s’agit de marcher avec eux, de les écouter, de discerner avec eux et de leur permettre de découvrir qu’ils ont eux-mêmes quelque chose à apporter à l’Église et à la société. Une expérience rendue possible par la générosité Cette colonie de vacances a également été rendue possible grâce au soutien de nombreux bienfaiteurs. Leur contribution matérielle, spirituelle et morale a permis d’offrir à ces jeunes un espace où foi, formation, fraternité et joie ont pu se rencontrer. Qu’ils soient profondément remerciés pour leur générosité et leur confiance. Même les embouteillages du retour, véritables épreuves de patience, n’ont pas réussi à effacer les sourires. Les jeunes sont rentrés fatigués, mais heureux, avec une expérience à relire et surtout une mission à poursuivre. La colonie est terminée, mais le chemin continue. Car être « jeunes, témoins du Christ » n’est pas seulement un thème de camp. C’est un appel à faire de sa vie un témoignage, de ses talents un service et de sa foi une présence qui donne espérance. A.M.D.G.
O Pe. Dominique Dhedya, SJ, assume funções como novo Provincial da ACE
O Pe. Dominique Dhedya Bamunoba, SJ, assumiu funções como novo Provincial dos Jesuítas da África Central (ACE), na quinta-feira, 30 de julho de 2026, durante uma celebração eucarística presidida pelo Pe. Rigobert Kyungu Musenge, SJ, Provincial cessante. Na véspera da solenidade de Santo Inácio de Loyola, a capela da Casa Santo Inácio acolheu uma celebração sóbria, festiva e marcada pela emoção, reunindo jesuítas residentes em Kinshasa ou de passagem pela capital. Christian Kombe, SJ Os companheiros de Jesus da África Central reuniram-se na noite de 30 de julho, na capela da Casa Santo Inácio, para participar na Missa que assinalou a tomada de posse do novo Provincial da ACE, o Pe. Dominique Dhedya Bamunoba, SJ. Esta celebração constituiu uma ocasião para dar graças pelos seis anos de serviço do Pe. Rigobert Kyungu Musenge, SJ, e para confiar ao Senhor a nova missão do Pe. Dhedya. No início da celebração, o Pe. Kyungu agradeceu calorosamente aos companheiros presentes. Na sua homilia, evocou a memória de São Pedro Crisólogo, bispo e doutor da Igreja. À semelhança daquele que a tradição apelidou de «palavra de ouro», convidou os jesuítas a anunciarem uma palavra que edifique e alimente o povo de Deus, sobretudo através dos seus diversos ministérios da Palavra. Apoiando-se depois nas leituras do dia, exortou a assembleia a colocar a sua confiança em Deus, deixando-se moldar e conduzir pelo Senhor, como o barro nas mãos do oleiro. Uma atitude de fé particularmente importante num tempo de transição como o que a Província atravessa atualmente. Passagem de testemunho Após a homilia, o Provincial cessante procedeu à leitura da carta de nomeação e do decreto do Padre Geral que designa o Pe. Dhedya como Superior Provincial da África Central. Concluída a leitura, o novo Provincial, ajoelhado diante do altar, professou o Símbolo Niceno-Constantinopolitano. A celebração prosseguiu com o gesto simbólico da traditio instrumentorum, que assinalou oficialmente a transmissão do cargo. O Pe. Kyungu entregou ao seu sucessor vários documentos fundamentais da Companhia de Jesus: as Constituições e as Normas Complementares, as Diretivas para os Provinciais, o Manual Prático do Direito da Companhia, a Practica Quaedam, os Estatutos da Pobreza Religiosa da Companhia de Jesus, a Instrução sobre a Administração e as Finanças, bem como os decretos da 36.ª Congregação Geral. A celebração eucarística prosseguiu depois normalmente, sendo animada pelo coro dos escolásticos. «Manter os olhos fixos em Cristo» No final da Eucaristia, o Pe. Dominique Dhedya tomou a palavra. Começou por agradecer ao Pe. Kyungu por ter querido colocar esta passagem de responsabilidades sob o sinal da Eucaristia. Segundo afirmou, esta opção constitui um convite dirigido a toda a Província para manter os olhos fixos em Cristo, Mestre e Autor da missão. Retomando as palavras de Jesus: «Não fostes vós que me escolhestes; fui Eu que vos escolhi», o novo Provincial partilhou o sentimento interior que o acompanha desde a sua nomeação: o de se saber simplesmente escolhido pelo Senhor, como qualquer jesuíta, para responder ao seu chamamento e cumprir fielmente a missão recebida. Recordar que é Deus quem toma sempre a iniciativa da missão convida cada um a permanecer profundamente unido a Ele, sobretudo através da oração, para discernir a sua vontade e deixar que as decisões sejam inspiradas pelo seu Espírito. «Se cada um de nós rezar verdadeiramente, saberemos pôr-nos de acordo para servir juntos a missão», declarou. O Pe. Dhedya convidou depois toda a assembleia a dar graças pelos seis anos de serviço generoso do Pe. Kyungu. Pelos numerosos êxitos alcançados, importa agradecer a Deus; quanto ao que não correspondeu plenamente às expectativas, cada um é chamado a demonstrar a mesma indulgência que espera para as suas próprias limitações e fracassos. Dirigindo-se, por fim, ao Provincial cessante, exortou-o a viver fielmente a nova missão que lhe foi confiada: dedicar tempo ao descanso físico e ao renovamento espiritual durante o seu ano sabático. Assegurou-lhe ainda que as orações de toda a Província o acompanharão nesta nova etapa do seu caminho. Um momento de fraternidade Após a celebração, os participantes reuniram-se à volta de um copo de amizade oferecido pela Casa Santo Inácio. Este momento fraterno permitiu a todos saudar o Provincial cessante, felicitar o seu sucessor e confiar ao Senhor esta nova etapa da vida da Província da África Central.
Le P. Dominique Dhedya, SJ, prend ses fonctions comme nouveau Provincial de l’ACE
Le P. Dominique Dhedya Bamunoba, SJ, a pris ses fonctions comme nouveau Provincial des Jésuites d’Afrique centrale (ACE) le jeudi 30 juillet 2026, au cours d’une célébration eucharistique présidée par le P. Rigobert Kyungu Musenge, SJ, Provincial sortant. À la veille de la solennité de saint Ignace de Loyola, la chapelle de la Maison Saint Ignace a accueilli une célébration sobre, joyeuse et empreinte d’émotion, réunissant des jésuites résidant à Kinshasa ou de passage dans la capitale. Christian Kombe, SJ Les compagnons de Jésus en Afrique centrale se sont retrouvés dans la soirée du 30 juillet à la chapelle de la Maison Saint Ignace pour participer à la messe marquant la prise de fonction du nouveau Provincial de l’ACE, le P. Dominique Dhedya Bamunoba, SJ. Cette célébration était l’occasion de rendre grâce pour les six années de service du P. Rigobert Kyungu Musenge, SJ et de confier au Seigneur la nouvelle mission du P. Dhedya. Au début de la célébration, le P. Kyungu a chaleureusement remercié les compagnons présents. Dans son homélie, il a évoqué la mémoire de saint Pierre Chrysologue, évêque et docteur de l’Église. À l’exemple de celui que la tradition a surnommé « la parole d’or », il a invité les jésuites à porter une parole qui édifie et nourrit le peuple de Dieu, notamment à travers leurs différents ministères de la Parole. S’appuyant ensuite sur les lectures du jour, il a exhorté l’assemblée à mettre sa confiance en Dieu, à se laisser façonner et conduire par le Seigneur comme l’argile entre les mains du potier. Une attitude de foi particulièrement importante dans un temps de transition comme celui que traverse actuellement la Province. Passage de témoin Après l’homélie, le Provincial sortant a procédé à la lecture de la lettre de nomination et du décret du Père Général désignant le P. Dhedya comme Supérieur provincial de l’Afrique centrale. À l’issue de cette lecture, le nouveau Provincial, agenouillé devant l’autel, a professé le Symbole de Nicée-Constantinople. La célébration s’est poursuivie par un geste symbolique de traditio instrumentorum, marquant officiellement la transmission de la charge. Le P. Kyungu a remis à son successeur plusieurs documents fondamentaux de la Compagnie de Jésus : les Constitutions et les Normes complémentaires, les Directives pour les Provinciaux, le Manuel pratique du droit de la Compagnie, la Practica Quaedam, les Statuts de la pauvreté religieuse de la Compagnie de Jésus et l’Instruction sur l’administration et les finances, ainsi que les décrets de la 36e Congrégation générale. La célébration eucharistique s’est ensuite poursuivie normalement, animée par la chorale des scolastiques. « Garder les yeux fixés sur le Christ » Au terme de l’Eucharistie, le P. Dominique Dhedya a pris la parole. Il a d’abord remercié le P. Kyungu d’avoir voulu inscrire cette passation de charge sous le signe de l’Eucharistie. Selon lui, ce choix constitue une invitation adressée à toute la Province à garder les yeux fixés sur le Christ, maître et auteur de la mission. Revenant sur les paroles de Jésus : « Ce n’est pas vous qui m’avez choisi, c’est moi qui vous ai choisis », le nouveau Provincial a confié le sentiment intérieur qui l’habite depuis sa nomination : celui de se savoir simplement choisi par le Seigneur, comme tout jésuite, pour répondre à son appel et accomplir fidèlement la mission reçue. Se rappeler que c’est Dieu qui prend toujours l’initiative de la mission invite chacun à demeurer profondément uni à lui, particulièrement dans la prière, afin de discerner sa volonté et de laisser les décisions s’inspirer de son Esprit. « Si chacun de nous prie véritablement, nous saurons nous accorder pour servir ensemble la mission », a-t-il déclaré. Le P. Dhedya a ensuite invité toute l’assemblée à rendre grâce pour les six années de service généreux du P. Kyungu. Pour les nombreuses réussites, il convient de remercier Dieu ; quant à ce qui n’a pas répondu à toutes les attentes, chacun est appelé à faire preuve de la même indulgence que celle qu’il espère pour ses propres limites et ses propres échecs. S’adressant enfin au Provincial sortant, il l’a exhorté à vivre fidèlement la nouvelle mission qui lui est confiée : prendre le temps de se reposer physiquement et de se ressourcer spirituellement au cours de son année sabbatique. Il lui a assuré que les prières de toute la Province l’accompagneraient dans cette nouvelle étape de son chemin. Un moment de fraternité Après la célébration, les participants se sont retrouvés autour d’un verre de l’amitié offert par la Maison Saint Ignace. Ce moment fraternel a permis à chacun de saluer le Provincial sortant, de féliciter son successeur et de confier au Seigneur cette nouvelle étape de la vie de la Province d’Afrique centrale.
Seis anos ao serviço da missão: Entrevista com o Pe. Rigobert Kyungu, SJ
No termo do seu mandato como Superior Provincial dos Jesuítas da África Central (2020-2026), o Pe. Rigobert Kyungu Musenge, SJ, faz um balanço de seis anos de serviço marcados pela fé e pela esperança. Evoca os principais acontecimentos que marcaram o seu provincialato: a pandemia da Covid-19, os conflitos no leste da República Democrática do Congo, as visitas dos Papas Francisco e Leão XIV, bem como o desenvolvimento da missão jesuíta na República Democrática do Congo e em Angola. Partilha igualmente o seu olhar sobre a formação dos jovens jesuítas, os desafios da vida religiosa nos dias de hoje e as esperanças que alimenta para o futuro da Província. Nesta entrevista, oferece um testemunho marcado pela fé, pelo realismo e pela ação de graças, convicto de que, apesar das provações, «a missão pertence ao próprio Deus». Entrevista conduzida por Christian Kombe, SJ Nomeado a 6 de novembro de 2019, assumi funções como Provincial da África Central a 31 de julho de 2020. Concluo agora os meus seis anos de mandato neste dia 31 de julho de 2026. Os acontecimentos que marcaram este período foram numerosos. Iniciei o meu mandato em plena crise da pandemia de Covid-19. O primeiro desafio consistiu em visitar as comunidades jesuítas na República Democrática do Congo e em Angola, bem como os jesuítas em missão fora da Província. Graças a Deus, essas visitas puderam realizar-se, embora fosse necessário submeter-me a um teste médico antes de cada viagem. Ao todo, fiz mais de cinquenta testes em diferentes cidades dos muitos países que visitei, cada um com as suas exigências ou os seus caprichos. Também me expus ao risco, pois passei por zonas perigosas e encontrei pessoas já infetadas. Mas era movido por um zelo interior que me ajudava a vencer o medo e a seguir sempre em frente. Curiosamente, termino o meu mandato numa altura em que outra epidemia assola a República Democrática do Congo: a doença pelo vírus Ebola, sobretudo no leste do país. Por causa desta crise sanitária, perdi a oportunidade de realizar uma última visita canónica às nossas comunidades de Bukavu e Goma. Os companheiros e as populações desta região do Congo sofrem as consequências da ocupação dos rebeldes da AFC/M23 desde janeiro-fevereiro de 2025, bem como do encerramento das fronteiras, que durou mais de um mês devido ao surto de Ebola. Partilho esta dor no meu coração e na minha própria carne; confio os meus confrades e as populações destas regiões à benevolência de Deus. No seio da Província, não posso deixar de mencionar a experiência de acompanhar confrades em fim de vida ou de organizar as exéquias dos que partiram. Durante o meu provincialato, cerca de vinte membros da nossa Província faleceram, sobretudo no Congo, mas também na Bélgica, em Espanha e até na Índia. Vivi cada uma dessas mortes com profunda gravidade. Tive a graça de partilhar com eles as últimas conversas e, em alguns casos, encontrei-me junto do seu leito quando entravam na agonia. Foram momentos de profunda comunhão e de uma intensidade espiritual indescritível. Apesar da dor sentida, vivi esses momentos com grande consolação interior, ao perceber que os meus companheiros morriam verdadeiramente e literalmente «nas mãos de Deus», isto é, «no Senhor». Receberam realmente a graça de uma boa morte! Guardo uma lembrança especial de cada um deles. Que descansem em paz! Estes anos ficaram igualmente marcados pela visita do Papa Francisco ao Congo (2023) e pela do Papa Leão XIV a Angola (2026). No Congo, o Santo Padre reservou um tempo para um encontro privado com os jesuítas. Tive o privilégio de conduzir a delegação e de me sentar ao lado de Sua Santidade para traduzir para italiano as perguntas dos meus companheiros e para francês as respostas do Papa. Foi o meu décimo encontro com o Papa Francisco; já o tinha encontrado várias vezes em Roma, em diferentes circunstâncias. Durante a sua visita ao Congo, eu era Presidente da COSUMA (Conferência dos Superiores Maiores). Também aí desempenhei um papel particular: negociei para que um grupo de Provinciais e Superioras Provinciais pudesse cumprimentar Sua Santidade; conduzi a oração que precedeu o encontro do Papa com os consagrados na Catedral de Nossa Senhora do Congo, em Kinshasa, entre outras responsabilidades. Infelizmente, não estive presente durante a visita do Papa Leão XIV a Angola. No entanto, acompanhei à distância as notícias da sua viagem apostólica. Há, evidentemente, uma diferença em relação ao Papa Francisco: é que este era jesuíta! Entre os acontecimentos marcantes destes seis anos de serviço conta-se também a implementação da gratuitidade do ensino primário e secundário em condições particularmente difíceis. Daí resultou, nomeadamente, uma greve dos professores em plena crise da Covid-19. Que provação para o nosso apostolado da educação no Congo! Ao mesmo tempo, internamente, a Província viveu igualmente muitos motivos de ação de graças: as numerosas entradas no noviciado, as ordenações diaconais e sacerdotais, os últimos votos e tantas outras celebrações que marcaram a nossa vida apostólica. Não me demorarei sobre elas neste momento. Nenhum destes acontecimentos pode deixar-nos indiferentes. Todos eles nos afetam e suscitam consolação ou desolação. Chorei quando era necessário; também ri, cantei e dancei quando chegou o momento de o fazer. Em suma, procurei tirar lições de cada acontecimento, tanto para a minha vida como para a forma de exercer o serviço de Provincial. Com o tempo, aprende-se a transformar a experiência numa ajuda para enfrentar os desafios. Na minha opinião, compete antes aos outros discernir qual foi a graça própria do meu serviço como Provincial. Quando entro em mim mesmo, dou-me conta de que fiz sobretudo a experiência da permanência da graça de Deus. Posso dizer que a «graça de estado» foi uma realidade para mim. Compreendi ainda mais profundamente que a missão pertence ao próprio Deus, que é quem conduz o seu destino. Eu fui apenas um instrumento para permitir que Deus realizasse o seu desígnio, e foi com muita fé que vivi os diversos acontecimentos da Província. O que aprendi sobre mim mesmo? Descobri em mim
Six années au service de la mission: Entretien avec le P. Rigobert Kyungu, SJ
Au terme de son mandat comme Supérieur provincial des jésuites d’Afrique Centrale (2020-2026), le P. Rigobert Kyungu Musenge, SJ, revient sur six années de service marquées par la foi et l’espérance. Il évoque les principaux événements qui ont jalonné son provincialat : la pandémie de Covid-19, les conflits dans l’est de la RDC, les visites des Papes François et Léon XIV, ainsi que le développement de la mission jésuite en RDC et en Angola. Il partage également son regard sur la formation des jeunes jésuites, les défis de la vie religieuse aujourd’hui et les espérances qu’il nourrit pour l’avenir de la Province. Dans cet entretien, il livre un témoignage empreint de foi, de réalisme et d’action de grâce, convaincu que, malgré les épreuves, « la mission appartient à Dieu lui-même ». Propos recueillis par Christian Kombe, SJ Nommé le 6 novembre 2019, je suis entré en fonction comme Provincial d’Afrique centrale le 31 juillet 2020. J’achève mes six ans de mandat ce 31 juillet 2026. Les événements qui ont marqué cette période sont nombreux. J’ai commencé mon mandat en pleine crise de la pandémie de Covid-19. Le premier défi fut celui de visiter les communautés jésuites en RDC et en Angola, ainsi que les jésuites en mission en dehors de la Province. Grâce à Dieu, ces visites ont pu s’effectuer, même s’il fallait passer par l’exigence d’un test médical avant chaque voyage. Ainsi ai-je effectué plus de 50 tests dans différentes villes de nombreux pays visités, chacun ayant ses exigences ou ses caprices. Je me suis aussi exposé, car je suis passé par des zones à risque et j’ai rencontré des personnes déjà infectées. Mais j’étais poussé par un zèle intérieur qui m’aidait à braver la peur et à toujours aller de l’avant. Curieusement, je termine mon mandat alors que sévit une autre épidémie en RDC, celle de la maladie à virus Ebola, principalement dans l’Est du pays. A cause de cette crise sanitaire, j’ai raté l’occasion d’effectuer une dernière visite canonique à nos communautés de Bukavu et de Goma. Les compagnons et les populations de cette partie de la RDC sont frappés par les conséquences de l’occupation des rebelles de l’AFC/M23 depuis janvier-février 2025, ainsi que par la fermeture des frontières, qui a duré plus d’un mois, à cause de l’épidémie du virus Ebola. Je partage cette douleur dans mon cœur et dans ma chair ; je confie mes confrères et les populations de ces zones, à la bienveillance de Dieu. Au sein de la Province, je ne peux passer sous silence l’expérience d’accompagner les mourants ou d’organiser les funérailles des confrères décédés. Durant mon provincialat, une vingtaine de membres de notre Province sont morts, principalement en RDC, en Belgique, en Espagne, voire en Inde. J’ai vécu chacun de ces décès avec gravité. J’ai eu la grâce de bénéficier des dernières conversations avec eux et pour certains, je me suis même retrouvé au chevet de leur lit alors qu’ils entraient dans leur agonie. Ce sont des moments de profonde communion et d’une intensité spirituelle indescriptible. Malgré la douleur éprouvée, j’ai vécu ces moments avec une grande consolation intérieure, en réalisant que mes compagnons mouraient vraiment et littéralement « entre les mains de Dieu », c’est-à-dire « dans le Seigneur ». Ils ont vraiment eu la grâce d’une bonne mort ! Je garde une pensée particulière à l’égard de chacun d’eux ; qu’ils reposent en paix ! Ces années ont aussi été marquées par la visite du Pape François en RDC (2023) et du Pape Léon XIV en Angola (2026). En RDC, le Saint-Père avait réservé du temps pour une rencontre privée avec les jésuites. J’ai eu le privilège de conduire la délégation et de m’asseoir à côté de Sa Sainteté, pour traduire les questions de mes compagnons en italien pour le Pape, et ses réponses en français pour eux. Ce fut ma dixième rencontre avec le Pape François ; j’ai pu le rencontrer à plusieurs reprises auparavant à Rome, dans diverses circonstances. Lors de sa visite en RDC, j’étais le président de la COSUMA (Conférence des Supérieurs Majeurs). Là aussi, j’ai eu à jouer un rôle particulier ; j’ai négocié pour qu’un groupe de provinciaux et provinciales puisse serrer la main de sa Sainteté ; j’ai animé la prière précédant la rencontre du Pape avec les consacrés dans la cathédrale Notre-Dame du Congo à Kinshasa, etc. Malheureusement, je n’ai pas été présent lors de la visite du Pape Léon XIV en Angola. Mais j’ai suivi de loin les nouvelles de son voyage apostolique. Il y a une différence avec le Pape François, car ce dernier était jésuite ! Parmi les événements marquants de mes six années de service figure la mise en œuvre de la gratuité de l’enseignement primaire et secondaire dans des conditions particulièrement difficiles. Il s’ensuivit notamment une grève des enseignants en pleine crise de la Covid-19. Quelle épreuve pour notre apostolat de l’éducation en RDC ! Par ailleurs, à l’interne, la Province a également connu de nombreux motifs d’action de grâce : les nombreuses entrées au noviciat, les ordinations diaconales et sacerdotales, les derniers vœux, ainsi que d’autres célébrations qui ont rythmé notre vie apostolique. Je ne m’y attarderai pas ici. Tous ces événements ne peuvent laisser indifférent. Ils affectent nécessairement ; ils provoquent la consolation ou la désolation. J’ai pleuré lorsqu’il le fallait, j’ai aussi ri, chanté et dansé lorsqu’il le fallait. Somme toute, j’ai tiré des leçons de chaque événement, tant pour ma vie que pour ma manière de servir comme Provincial. Avec le temps, l’on finit par tirer profit de l’expérience pour relever les défis rencontrés. A mon avis, il appartient à d’autres de déceler la grâce propre de mon service en tant que Provincial. En rentrant en moi-même, je réalise que j’ai plutôt fait l’expérience de la permanence de la grâce de Dieu. Je peux dire que la « grâce d’état » a été une réalité pour moi. J’ai davantage compris que la mission appartient à Dieu lui-même, qui en conduit le destin. Je n’ai été qu’un instrument pour permettre à Dieu de réaliser son plan et
O P. Ismael Matambura, SJ, nomeado Socius do Presidente da JCAM
O Padre Arturo Sosa, Superior Geral da Companhia de Jesus, nomeou o Padre Ismael Matambura, da Província da África Central (ACE), Socius (assistente) do Presidente da Conferência dos Jesuítas de África e Madagáscar (JCAM). Assume estas funções com efeito imediato, sucedendo ao Pe. John the Baptist Anyeh Zamcho, da Província da África Ocidental (AOC). Christian Kombe, SJ O anúncio foi feito pelo Presidente da JCAM, o Pe. José Minaku, numa carta dirigida aos Provinciais da Conferência. Esta nomeação representa uma nova etapa no percurso apostólico do Pe. Matambura, chamado agora a colaborar estreitamente com o Presidente da JCAM na animação da Conferência. Um percurso ao serviço da missão em África O Pe. Ismael Matambura não é uma figura desconhecida no seio da JCAM. Membro da Província da África Central (ACE), desempenhava até agora as funções de Diretor da Rede Jesuíta Africana contra a SIDA (African Jesuit AIDS Network – AJAN), uma das principais redes apostólicas da Conferência. Antes de integrar a AJAN, no segundo semestre de 2020, dirigiu o Centro Maisha, em Kisangani, na República Democrática do Congo, uma obra dedicada ao acompanhamento de pessoas que vivem com o VIH, à promoção da saúde comunitária e ao apoio das populações mais vulneráveis. «Um espírito de colaboração e um profundo conhecimento da Conferência» Na sua carta, o Presidente da JCAM destaca as qualidades humanas e apostólicas do novo Socius. Recorda que o P. Matambura «é bem conhecido em toda a Conferência» e que, estando colocado na Africama House, sede da JCAM em Nairobi, aí serviu «com generosidade, abertura e uma dedicação inabalável». Familiarizou-se, assim, progressivamente com a missão da Conferência, as suas estruturas e o seu modo de proceder. «O seu espírito de colaboração, a sua capacidade de estabelecer relações fraternas e o seu profundo conhecimento da Conferência tornam-no particularmente apto para esta importante missão», afirma o P. Minaku. Estas qualidades, adquiridas ao longo de anos de serviço em diversos apostolados da Província e ao serviço da Conferência, pesaram claramente no discernimento que conduziu à sua nomeação. Gratidão ao P. John the Baptist Zamcho A nomeação do P. Matambura constitui também uma ocasião para prestar homenagem ao P. John the Baptist Zamcho, que conclui o seu serviço como Socius do Presidente após muitos anos de dedicação, primeiro ao lado do P. Agbonkhianmeghe Orobator e, posteriormente, com o P. José Minaku. Na sua carta, este último manifesta a sua profunda gratidão ao P. Zamcho pela «sua competência, a sabedoria dos seus conselhos e o seu generoso compromisso», sublinhando quanto o seu serviço foi precioso não apenas para o Presidente da Conferência, mas também para os Provinciais e para toda a JCAM. Ao regressar à sua Província de origem, o P. Zamcho recebe os sinceros agradecimentos da Conferência pela qualidade do seu serviço e os votos de abundantes graças para a continuação do seu ministério. Um ministério ao serviço da comunhão A função de Socius reveste-se de particular importância na vida da Conferência. Como colaborador imediato do Presidente, contribui para a coordenação das redes apostólicas, a preparação dos encontros e o bom funcionamento das diferentes estruturas da JCAM. Este ministério exige simultaneamente capacidade de escuta, sentido de organização e um profundo conhecimento da realidade da missão jesuíta no continente. No final da sua carta, o P. José Minaku convida todos os jesuítas, colaboradores e amigos da JCAM a acompanhar com a sua oração o P. Ismael Matambura e o P. John the Baptist Zamcho durante este período de transição. Que o Senhor abençoe abundantemente os seus respetivos ministérios e continue a sustentar, através do seu serviço, a missão da Companhia de Jesus em África e Madagáscar.
Le P. Ismael Matambura, SJ, nommé Socius du Président de la JCAM
Le Père Arturo Sosa, Général de la Compagnie de Jésus, a nommé le Père Ismael Matambura Kashosi, de la Province d’Afrique Centrale (ACE), Socius (assistant) du Président de la Conférence des Jésuites d’Afrique et de Madagascar (JCAM). Il entre en fonction avec effet immédiat, succédant au P. John the Baptist Anyeh Zamcho. Christian Kombe, SJ L’annonce a été faite par le Président de la JCAM, le P. José Minaku Lukoli, dans une lettre adressée aux Provinciaux de la Conférence. Cette nomination marque une nouvelle étape dans le parcours apostolique du P. Matambura, appelé désormais à collaborer de manière étroite avec le Président de la JCAM dans l’animation de la Conférence. Un parcours au service de la mission en Afrique Le P. Ismael Matambura n’est pas un inconnu au sein de la JCAM. Membre de la Province d’Afrique Centrale (ACE), il occupait jusqu’à présent les fonctions de Directeur du Réseau Jésuite Africain contre le Sida (African Jesuit AIDS Network – AJAN), l’un des réseaux apostoliques majeurs de la Conférence. Avant de rejoindre AJAN au second semestre de l’année 2020, il avait dirigé le Centre Maisha, à Kisangani, en République démocratique du Congo, une œuvre engagée dans l’accompagnement des personnes vivant avec le VIH, la promotion de la santé communautaire et le soutien aux populations vulnérables. « Un esprit de collaboration et une profonde connaissance de la Conférence » Dans sa lettre, le Président de la JCAM souligne les qualités humaines et apostoliques du nouveau Socius. Il rappelle que le P. Matambura « est bien connu dans toute la Conférence ». Installé à Africama House, siège de la JCAM à Nairobi, il y a servi « avec générosité, ouverture et un dévouement sans faille ». Il s’est donc progressivement familiarisé avec la mission de la Conférence, son fonctionnement et ses structures. « Son esprit de collaboration, son aptitude à créer des relations fraternelles et sa connaissance approfondie de la Conférence le préparent particulièrement bien à cette importante mission», confie le P. Minaku. Ces qualités, acquises au fil des années dans différents apostolats en Province et au service de la Conférence ont manifestement pesé dans le discernement ayant conduit à cette nomination. Reconnaissance pour le P. John the Baptist Zamcho La nomination du P. Matambura est aussi l’occasion de rendre hommage au P. John the Baptist Zamcho, qui achève son service comme Socius du Président après de nombreuses années de dévouement, d’abord sous le P. Orobator Agbonkhianmeghe, puis avec le P. Minaku. Dans sa lettre, ce dernier exprime sa profonde gratitude au P. Zamcho pour « sa compétence, la sagesse de ses conseils et son engagement généreux », soulignant combien son service a été précieux non seulement pour le Président de la Conférence, mais aussi pour les Provinciaux, et l’ensemble de la JCAM. Alors qu’il retourne dans sa Province d’origine, le P. Zamcho reçoit les remerciements de la Conférence pour la qualité de son engagement et les vœux de fécondité pour la suite de son ministère. Un ministère au service de la communion La fonction de Socius revêt une importance particulière dans la vie de la Conférence. Collaborateur immédiat du Président, il contribue à la coordination des réseaux apostoliques, à la préparation des rencontres et au bon fonctionnement des différentes structures de la JCAM. Ce ministère exige à la fois un sens de l’écoute, des capacités d’organisation et une profonde connaissance de la réalité de la mission jésuite sur le continent. En conclusion de sa lettre, le P. José Minaku invite tous les jésuites, collaborateurs et amis de la JCAM à accompagner de leur prière le P. Ismael Matambura et le P. John the Baptist Zamcho durant cette période de transition. Que le Seigneur bénisse abondamment leur ministère respectif et continue de soutenir, à travers leur service, la mission de la Compagnie de Jésus en Afrique et à Madagascar.
Visita do Papa Leão XIV a Angola: uma graça e um apelo
A visita apostólica do Papa Leão XIV a Angola, de 18 a 21 de abril de 2026, marcou um momento forte para a Igreja neste país da África centro-austral, e particularmente para a Província Jesuíta da África Central. Não só porque este país faz parte do nosso espaço apostólico, mas também porque esta deslocação parece inscrever-se numa continuidade providencial particular: a última viagem apostólica do Papa Francisco a África levou-o à República Democrática do Congo, e eis que a primeira do Papa Leão XIV o conduz a Angola. Entre estes dois países, não existe apenas uma proximidade geográfica ou histórias políticas paralelas; há também uma profundidade histórica mais antiga, feita de circulações humanas, culturais e políticas que precedem largamente as fronteiras atuais. Uma realidade que recorda que este espaço é, no fundo, um tecido vivo, que herdamos para a nossa missão; tendo a Providência nos reunido, há já cerca de 16 anos, numa mesma Província. Para além dos encontros oficiais, esta viagem foi portadora de uma mensagem clara: reconhecer as feridas do passado enquanto se reaviva a esperança de um futuro possível. Angola vista pelo Papa Leão XIV: uma terra ferida que espera O Santo Padre lança sobre Angola um olhar ao mesmo tempo lúcido e cheio de esperança. O que mais impressiona nas suas palavras é a forma como mantém unidas, sem as opor, a gravidade das feridas e a força dos recursos interiores do povo angolano. Não cede nem a uma visão miserabilista nem a um otimismo ingénuo. Nomeia com lucidez as feridas históricas e as lógicas de exploração que marcaram e continuam a marcar o país. Na imagem dos discípulos de Emaús, reconhece uma chave de leitura da história angolana: um « país belíssimo e ferido, que tem fome e sede de esperança, de paz e de fraternidade »; um povo que continua a caminhar, mas que traz consigo o peso de um passado doloroso, correndo o risco de perder o impulso da esperança, como sublinhou na sua homilia durante a missa de domingo em Kilamba. E, no entanto, é precisamente aí, na memória dolorosa da guerra civil e na confrontação profética com uma economia sem rosto humano, que o Ressuscitado vem caminhar ao nosso lado e reavivar a esperança. Logo no primeiro dia da visita, perante as autoridades políticas, a sociedade civil e o corpo diplomático, o Bispo de Roma sublinhava que Angola não é uma terra a explorar, mas uma mosaico humano rico de talentos e sonhos. Demasiadas vezes se olhou para África « para dar ou, mais frequentemente, para tirar algo». Convidava, assim, a « quebrar esta cadeia de interesses que reduz a realidade e a própria vida a uma mera mercadoria». Para o Papa Leão XIV, a sabedoria africana, que reconhece « que a criação é harmonia na riqueza da diversidade », é o melhor antídoto contra esta lógica de exploração e de violência, « fomentando a pobreza e a exclusão». Exorta os responsáveis a não temer a divergência, a escutar os jovens e os idosos, a transformar os conflitos em caminhos de renovação e a colocar o bem comum acima dos interesses de grupo. Ao mesmo tempo, o Santo Padre discerne algo de mais profundo no povo angolano, que não se deixa reduzir a determinismos: uma forma de alegria resistente, quase teimosa, que atravessa as provações e renasce apesar de tudo. « Essa alegria, que também conhece a dor, a indignação, as desilusões e as derrotas, resiste e regenera-se entre aqueles que mantiveram o coração e a mente livres do engano da riqueza. » O Papa vê nela uma verdadeira força social e espiritual, capaz de se opor à resignação e de reabrir o futuro. Num mundo onde as lógicas económicas tendem a reduzir a realidade a mercadoria, esta alegria torna-se uma forma de resistência, até de subversão. Assim, Angola surge, na visão de Leão XIV, como um país ainda marcado por feridas profundas — a guerra, as divisões, as desigualdades — mas também como um lugar onde algo pode nascer, desde que essas tensões não sejam nem ignoradas nem absolutizadas, mas atravessadas num espírito de diálogo e conversão. A Igreja como presença que reaviva a esperança É neste contexto que o Papa situa a missão da Igreja. Recorda-lhe a sua vocação profundamente relacional e sacramental: a de reavivar a esperança onde ela se extinguiu. O Santo Padre chama a Igreja em Angola a uma presença concreta, eucarística e missionária: uma Igreja capaz de acompanhar, escutar e fazer-se próxima. « Angola, disse ele, precisa de bispos, sacerdotes, missionários, religiosas e religiosos, leigas e leigos que tenham no coração o desejo de partir a sua vida e doá-la uns aos outros, de se empenhar no amor e no perdão mútuos, de construir espaços de fraternidade e paz, de realizar gestos de compaixão e solidariedade para com quem mais precisa. » Esta presença deve assumir a forma de uma existência oferecida: « tornar-nos esse pão partido que transforma a realidade ». Há aqui uma intuição fundamental. Para o Papa Leão XIV, a Igreja só é credível na medida em que entra numa lógica eucarística, aceitando deixar-se partir para que outros vivam. Isto vale para os pastores, os consagrados e para todo o povo de Deus. Assim, a evangelização não pode ser separada do testemunho. A palavra só frutifica quando é habitada; a fé só convence quando se torna visível em vidas transformadas. A necessidade de um discernimento espiritual Esta missão da Igreja não pode desenvolver-se sem um trabalho de discernimento e de acompanhamento do povo de Deus. Durante esta viagem, o Papa identificou com clareza algumas derivas que ameaçam a vida cristã no país: o sincretismo e uma forma de religiosidade utilitarista. Na missa em Kilamba, evocou o risco de um sincretismo que pode « de confundir e misturar elementos mágicos e supersticiosos que não ajudam no caminho espiritual». Perante esta tentação, é necessário permanecer fiel ao ensinamento da Igreja, confiar nos pastores e manter « o olhar fixo em Jesus, que se
Visite du Pape Léon XIV en Angola : une grâce et un appel
La visite apostolique du Pape Léon XIV en Angola, du 18 au 21 avril 2026 a marqué un moment fort pour l’Église dans ce pays d’Afrique centre-australe, et particulièrement pour la Province jésuite d’Afrique centrale. Non seulement parce que ce pays fait partie de notre espace apostolique, mais aussi parce que ce déplacement semble s’inscrire dans une continuité providentielle particulière : le dernier voyage apostolique du Pape François en Afrique l’avait conduit en République démocratique du Congo, et voici que le premier du Pape Léon XIV le mène en Angola. Entre ces deux pays, il n’y a pas seulement une proximité géographique ou des histoires politiques parallèles ; il y a aussi une profondeur historique plus ancienne, faite de circulations humaines, culturelles et politiques qui précèdent largement les frontières actuelles. Une réalité qui rappelle que cet espace est, au fond, un tissu vivant, que nous héritons pour notre mission ; la Providence nous ayant réunis depuis près de 16 ans maintenant dans une même Province. Au-delà des rencontres officielles, ce voyage a été porteur d’un message clair : reconnaître les blessures du passé tout en ravivant l’espérance d’un avenir possible. L’Angola vu par le Pape Léon XIV : une terre blessée qui espère Le Saint-Père pose sur l’Angola un regard à la fois lucide et plein d’espérance. Ce qui frappe d’abord dans les paroles du pape, c’est la manière dont il tient ensemble, sans les opposer, la gravité des blessures et la force des ressources intérieures du peuple angolais. Il ne cède ni à une vision misérabiliste ni à un optimisme naïf. Il nomme avec lucidité les blessures historiques et les logiques d’exploitation qui ont marqué et continuent de marquer le pays. Dans l’image des disciples d’Emmaüs, il reconnaît une clé pour comprendre l’histoire angolaise : un « pays magnifique et meurtri qui a soif et faim d’espoir, de paix et de fraternité » ; un peuple qui marche encore, mais qui porte en lui le poids d’un passé douloureux, au point de risquer de perdre l’élan de l’espérance, souligne-t-il dans son homélie lors de la messe, le dimanche à Kilamba. Pourtant, c’est précisément là, dans la mémoire douloureuse de la guerre civile et dans la confrontation prophétique à une économie sans visage humain, que le Ressuscité vient marcher à nos côtés et raviver l’espérance. Déjà au premier jour de sa visite, devant les autorités politiques, la société civile et le corps diplomatique, l’évêque de Rome soulignait que l’Angola n’est pas une terre à piller, mais une mosaïque humaine riche de talents et de rêves. Trop souvent on a regardé l’Afrique « pour donner ou, le plus souvent, pour prendre quelque chose ». Il invitait ainsi à « briser cette chaîne d’intérêts qui réduit la réalité et la vie elle-même à une marchandise d’échange ». Pour le Pape Léon XIV, la sagesse africaine, qui reconnait « que la création est harmonie dans la richesse de la diversité », est le meilleur antidote à cette logique d’exploitation et de violence, « alimentant la pauvreté et l’exclusion ». Il exhorte les dirigeants à ne pas craindre la dissidence, à écouter les jeunes et les anciens, à transformer les conflits en « chemins de renouveau » et à placer le bien commun au-dessus des intérêts de clan. En même temps, le Saint-Père discerne quelque chose de plus profond dans le peuple angolais, qui ne se laisse pas réduire aux déterminismes : une forme de joie résistante, presque têtue, qui traverse les épreuves et renaît malgré tout. « Cette joie qui connaît aussi la douleur, l’indignation, les déceptions et les défaites, résiste et renaît chez ceux qui ont gardé leur cœur et leur esprit libres de la tromperie de la richesse. » Le pape y voit une véritable force sociale et spirituelle, capable de s’opposer à la résignation et de rouvrir l’avenir. Dans un monde où les logiques économiques tendent à réduire la réalité à une marchandise, cette joie devient une forme de résistance, voire de subversion. Ainsi, l’Angola apparaît, dans la vision de Léon XIV, comme un pays encore marqué par des blessures profondes – la guerre, les divisions, les inégalités – mais aussi comme un lieu où quelque chose peut advenir, à condition que ces tensions ne soient ni ignorées ni absolutisées, mais traversées dans un esprit de dialogue et de conversion. L’Église comme présence qui ravive l’espérance C’est dans ce contexte que le pape situe la mission de l’Église. Il lui rappelle sa vocation profondément relationnelle et sacramentelle : celle de raviver l’espérance là où elle s’est éteinte. Le Saint-Père appelle l’Église en Angola à une présence concrète, eucharistique et missionnaire : une Église capable d’accompagner, d’écouter, de se faire proche. « L’Angola, dit-il, a besoin d’évêques, de prêtres, de missionnaires, de religieuses et de religieux, de laïcs qui aient à cœur le désir de rompre leur propre vie et de la donner les uns aux autres, de s’engager dans l’amour et le pardon mutuels, de construire des espaces de fraternité et de paix, d’accomplir des gestes de compassion et de solidarité envers ceux qui en ont le plus besoin. » Cette présence se doit de prendre la forme d’une existence offerte : « devenir ce pain rompu qui transforme la réalité ». Il y a ici une intuition fondamentale. Pour le Pape Léon XIV, l’Église n’est crédible que dans la mesure où elle entre elle-même dans une logique eucharistique, où elle accepte de se laisser briser pour que d’autres vivent. Cela vaut pour les pasteurs, les consacrés, mais aussi pour l’ensemble du peuple de Dieu. Dès lors, l’évangélisation ne peut être séparée du témoignage. Autrement dit, la parole ne porte que si elle est habitée. La foi ne convainc que si elle est visible dans des existences transformées. La nécessité d’un discernement spirituel Cette mission de l’Eglise ne peut se déployer sans un travail de discernement et d’accompagnement du peuple de Dieu. Durant ce voyage, le Pape a nommé avec franchise et insistance certaines dérives qui menacent la vie chrétienne dans le pays : le syncrétisme et une forme de