O Pe. Dominique Dhedya Bamunoba, SJ, assumiu funções como novo Provincial dos Jesuítas da África Central (ACE), na quinta-feira, 30 de julho de 2026, durante uma celebração eucarística presidida pelo Pe. Rigobert Kyungu Musenge, SJ, Provincial cessante. Na véspera da solenidade de Santo Inácio de Loyola, a capela da Casa Santo Inácio acolheu uma celebração sóbria, festiva e marcada pela emoção, reunindo jesuítas residentes em Kinshasa ou de passagem pela capital. Christian Kombe, SJ Os companheiros de Jesus da África Central reuniram-se na noite de 30 de julho, na capela da Casa Santo Inácio, para participar na Missa que assinalou a tomada de posse do novo Provincial da ACE, o Pe. Dominique Dhedya Bamunoba, SJ. Esta celebração constituiu uma ocasião para dar graças pelos seis anos de serviço do Pe. Rigobert Kyungu Musenge, SJ, e para confiar ao Senhor a nova missão do Pe. Dhedya. No início da celebração, o Pe. Kyungu agradeceu calorosamente aos companheiros presentes. Na sua homilia, evocou a memória de São Pedro Crisólogo, bispo e doutor da Igreja. À semelhança daquele que a tradição apelidou de «palavra de ouro», convidou os jesuítas a anunciarem uma palavra que edifique e alimente o povo de Deus, sobretudo através dos seus diversos ministérios da Palavra. Apoiando-se depois nas leituras do dia, exortou a assembleia a colocar a sua confiança em Deus, deixando-se moldar e conduzir pelo Senhor, como o barro nas mãos do oleiro. Uma atitude de fé particularmente importante num tempo de transição como o que a Província atravessa atualmente. Passagem de testemunho Após a homilia, o Provincial cessante procedeu à leitura da carta de nomeação e do decreto do Padre Geral que designa o Pe. Dhedya como Superior Provincial da África Central. Concluída a leitura, o novo Provincial, ajoelhado diante do altar, professou o Símbolo Niceno-Constantinopolitano. A celebração prosseguiu com o gesto simbólico da traditio instrumentorum, que assinalou oficialmente a transmissão do cargo. O Pe. Kyungu entregou ao seu sucessor vários documentos fundamentais da Companhia de Jesus: as Constituições e as Normas Complementares, as Diretivas para os Provinciais, o Manual Prático do Direito da Companhia, a Practica Quaedam, os Estatutos da Pobreza Religiosa da Companhia de Jesus, a Instrução sobre a Administração e as Finanças, bem como os decretos da 36.ª Congregação Geral. A celebração eucarística prosseguiu depois normalmente, sendo animada pelo coro dos escolásticos. «Manter os olhos fixos em Cristo» No final da Eucaristia, o Pe. Dominique Dhedya tomou a palavra. Começou por agradecer ao Pe. Kyungu por ter querido colocar esta passagem de responsabilidades sob o sinal da Eucaristia. Segundo afirmou, esta opção constitui um convite dirigido a toda a Província para manter os olhos fixos em Cristo, Mestre e Autor da missão. Retomando as palavras de Jesus: «Não fostes vós que me escolhestes; fui Eu que vos escolhi», o novo Provincial partilhou o sentimento interior que o acompanha desde a sua nomeação: o de se saber simplesmente escolhido pelo Senhor, como qualquer jesuíta, para responder ao seu chamamento e cumprir fielmente a missão recebida. Recordar que é Deus quem toma sempre a iniciativa da missão convida cada um a permanecer profundamente unido a Ele, sobretudo através da oração, para discernir a sua vontade e deixar que as decisões sejam inspiradas pelo seu Espírito. «Se cada um de nós rezar verdadeiramente, saberemos pôr-nos de acordo para servir juntos a missão», declarou. O Pe. Dhedya convidou depois toda a assembleia a dar graças pelos seis anos de serviço generoso do Pe. Kyungu. Pelos numerosos êxitos alcançados, importa agradecer a Deus; quanto ao que não correspondeu plenamente às expectativas, cada um é chamado a demonstrar a mesma indulgência que espera para as suas próprias limitações e fracassos. Dirigindo-se, por fim, ao Provincial cessante, exortou-o a viver fielmente a nova missão que lhe foi confiada: dedicar tempo ao descanso físico e ao renovamento espiritual durante o seu ano sabático. Assegurou-lhe ainda que as orações de toda a Província o acompanharão nesta nova etapa do seu caminho. Um momento de fraternidade Após a celebração, os participantes reuniram-se à volta de um copo de amizade oferecido pela Casa Santo Inácio. Este momento fraterno permitiu a todos saudar o Provincial cessante, felicitar o seu sucessor e confiar ao Senhor esta nova etapa da vida da Província da África Central.
Le P. Dominique Dhedya, SJ, prend ses fonctions comme nouveau Provincial de l’ACE
Le P. Dominique Dhedya Bamunoba, SJ, a pris ses fonctions comme nouveau Provincial des Jésuites d’Afrique centrale (ACE) le jeudi 30 juillet 2026, au cours d’une célébration eucharistique présidée par le P. Rigobert Kyungu Musenge, SJ, Provincial sortant. À la veille de la solennité de saint Ignace de Loyola, la chapelle de la Maison Saint Ignace a accueilli une célébration sobre, joyeuse et empreinte d’émotion, réunissant des jésuites résidant à Kinshasa ou de passage dans la capitale. Christian Kombe, SJ Les compagnons de Jésus en Afrique centrale se sont retrouvés dans la soirée du 30 juillet à la chapelle de la Maison Saint Ignace pour participer à la messe marquant la prise de fonction du nouveau Provincial de l’ACE, le P. Dominique Dhedya Bamunoba, SJ. Cette célébration était l’occasion de rendre grâce pour les six années de service du P. Rigobert Kyungu Musenge, SJ et de confier au Seigneur la nouvelle mission du P. Dhedya. Au début de la célébration, le P. Kyungu a chaleureusement remercié les compagnons présents. Dans son homélie, il a évoqué la mémoire de saint Pierre Chrysologue, évêque et docteur de l’Église. À l’exemple de celui que la tradition a surnommé « la parole d’or », il a invité les jésuites à porter une parole qui édifie et nourrit le peuple de Dieu, notamment à travers leurs différents ministères de la Parole. S’appuyant ensuite sur les lectures du jour, il a exhorté l’assemblée à mettre sa confiance en Dieu, à se laisser façonner et conduire par le Seigneur comme l’argile entre les mains du potier. Une attitude de foi particulièrement importante dans un temps de transition comme celui que traverse actuellement la Province. Passage de témoin Après l’homélie, le Provincial sortant a procédé à la lecture de la lettre de nomination et du décret du Père Général désignant le P. Dhedya comme Supérieur provincial de l’Afrique centrale. À l’issue de cette lecture, le nouveau Provincial, agenouillé devant l’autel, a professé le Symbole de Nicée-Constantinople. La célébration s’est poursuivie par un geste symbolique de traditio instrumentorum, marquant officiellement la transmission de la charge. Le P. Kyungu a remis à son successeur plusieurs documents fondamentaux de la Compagnie de Jésus : les Constitutions et les Normes complémentaires, les Directives pour les Provinciaux, le Manuel pratique du droit de la Compagnie, la Practica Quaedam, les Statuts de la pauvreté religieuse de la Compagnie de Jésus et l’Instruction sur l’administration et les finances, ainsi que les décrets de la 36e Congrégation générale. La célébration eucharistique s’est ensuite poursuivie normalement, animée par la chorale des scolastiques. « Garder les yeux fixés sur le Christ » Au terme de l’Eucharistie, le P. Dominique Dhedya a pris la parole. Il a d’abord remercié le P. Kyungu d’avoir voulu inscrire cette passation de charge sous le signe de l’Eucharistie. Selon lui, ce choix constitue une invitation adressée à toute la Province à garder les yeux fixés sur le Christ, maître et auteur de la mission. Revenant sur les paroles de Jésus : « Ce n’est pas vous qui m’avez choisi, c’est moi qui vous ai choisis », le nouveau Provincial a confié le sentiment intérieur qui l’habite depuis sa nomination : celui de se savoir simplement choisi par le Seigneur, comme tout jésuite, pour répondre à son appel et accomplir fidèlement la mission reçue. Se rappeler que c’est Dieu qui prend toujours l’initiative de la mission invite chacun à demeurer profondément uni à lui, particulièrement dans la prière, afin de discerner sa volonté et de laisser les décisions s’inspirer de son Esprit. « Si chacun de nous prie véritablement, nous saurons nous accorder pour servir ensemble la mission », a-t-il déclaré. Le P. Dhedya a ensuite invité toute l’assemblée à rendre grâce pour les six années de service généreux du P. Kyungu. Pour les nombreuses réussites, il convient de remercier Dieu ; quant à ce qui n’a pas répondu à toutes les attentes, chacun est appelé à faire preuve de la même indulgence que celle qu’il espère pour ses propres limites et ses propres échecs. S’adressant enfin au Provincial sortant, il l’a exhorté à vivre fidèlement la nouvelle mission qui lui est confiée : prendre le temps de se reposer physiquement et de se ressourcer spirituellement au cours de son année sabbatique. Il lui a assuré que les prières de toute la Province l’accompagneraient dans cette nouvelle étape de son chemin. Un moment de fraternité Après la célébration, les participants se sont retrouvés autour d’un verre de l’amitié offert par la Maison Saint Ignace. Ce moment fraternel a permis à chacun de saluer le Provincial sortant, de féliciter son successeur et de confier au Seigneur cette nouvelle étape de la vie de la Province d’Afrique centrale.
Seis anos ao serviço da missão: Entrevista com o Pe. Rigobert Kyungu, SJ
No termo do seu mandato como Superior Provincial dos Jesuítas da África Central (2020-2026), o Pe. Rigobert Kyungu Musenge, SJ, faz um balanço de seis anos de serviço marcados pela fé e pela esperança. Evoca os principais acontecimentos que marcaram o seu provincialato: a pandemia da Covid-19, os conflitos no leste da República Democrática do Congo, as visitas dos Papas Francisco e Leão XIV, bem como o desenvolvimento da missão jesuíta na República Democrática do Congo e em Angola. Partilha igualmente o seu olhar sobre a formação dos jovens jesuítas, os desafios da vida religiosa nos dias de hoje e as esperanças que alimenta para o futuro da Província. Nesta entrevista, oferece um testemunho marcado pela fé, pelo realismo e pela ação de graças, convicto de que, apesar das provações, «a missão pertence ao próprio Deus». Entrevista conduzida por Christian Kombe, SJ Nomeado a 6 de novembro de 2019, assumi funções como Provincial da África Central a 31 de julho de 2020. Concluo agora os meus seis anos de mandato neste dia 31 de julho de 2026. Os acontecimentos que marcaram este período foram numerosos. Iniciei o meu mandato em plena crise da pandemia de Covid-19. O primeiro desafio consistiu em visitar as comunidades jesuítas na República Democrática do Congo e em Angola, bem como os jesuítas em missão fora da Província. Graças a Deus, essas visitas puderam realizar-se, embora fosse necessário submeter-me a um teste médico antes de cada viagem. Ao todo, fiz mais de cinquenta testes em diferentes cidades dos muitos países que visitei, cada um com as suas exigências ou os seus caprichos. Também me expus ao risco, pois passei por zonas perigosas e encontrei pessoas já infetadas. Mas era movido por um zelo interior que me ajudava a vencer o medo e a seguir sempre em frente. Curiosamente, termino o meu mandato numa altura em que outra epidemia assola a República Democrática do Congo: a doença pelo vírus Ebola, sobretudo no leste do país. Por causa desta crise sanitária, perdi a oportunidade de realizar uma última visita canónica às nossas comunidades de Bukavu e Goma. Os companheiros e as populações desta região do Congo sofrem as consequências da ocupação dos rebeldes da AFC/M23 desde janeiro-fevereiro de 2025, bem como do encerramento das fronteiras, que durou mais de um mês devido ao surto de Ebola. Partilho esta dor no meu coração e na minha própria carne; confio os meus confrades e as populações destas regiões à benevolência de Deus. No seio da Província, não posso deixar de mencionar a experiência de acompanhar confrades em fim de vida ou de organizar as exéquias dos que partiram. Durante o meu provincialato, cerca de vinte membros da nossa Província faleceram, sobretudo no Congo, mas também na Bélgica, em Espanha e até na Índia. Vivi cada uma dessas mortes com profunda gravidade. Tive a graça de partilhar com eles as últimas conversas e, em alguns casos, encontrei-me junto do seu leito quando entravam na agonia. Foram momentos de profunda comunhão e de uma intensidade espiritual indescritível. Apesar da dor sentida, vivi esses momentos com grande consolação interior, ao perceber que os meus companheiros morriam verdadeiramente e literalmente «nas mãos de Deus», isto é, «no Senhor». Receberam realmente a graça de uma boa morte! Guardo uma lembrança especial de cada um deles. Que descansem em paz! Estes anos ficaram igualmente marcados pela visita do Papa Francisco ao Congo (2023) e pela do Papa Leão XIV a Angola (2026). No Congo, o Santo Padre reservou um tempo para um encontro privado com os jesuítas. Tive o privilégio de conduzir a delegação e de me sentar ao lado de Sua Santidade para traduzir para italiano as perguntas dos meus companheiros e para francês as respostas do Papa. Foi o meu décimo encontro com o Papa Francisco; já o tinha encontrado várias vezes em Roma, em diferentes circunstâncias. Durante a sua visita ao Congo, eu era Presidente da COSUMA (Conferência dos Superiores Maiores). Também aí desempenhei um papel particular: negociei para que um grupo de Provinciais e Superioras Provinciais pudesse cumprimentar Sua Santidade; conduzi a oração que precedeu o encontro do Papa com os consagrados na Catedral de Nossa Senhora do Congo, em Kinshasa, entre outras responsabilidades. Infelizmente, não estive presente durante a visita do Papa Leão XIV a Angola. No entanto, acompanhei à distância as notícias da sua viagem apostólica. Há, evidentemente, uma diferença em relação ao Papa Francisco: é que este era jesuíta! Entre os acontecimentos marcantes destes seis anos de serviço conta-se também a implementação da gratuitidade do ensino primário e secundário em condições particularmente difíceis. Daí resultou, nomeadamente, uma greve dos professores em plena crise da Covid-19. Que provação para o nosso apostolado da educação no Congo! Ao mesmo tempo, internamente, a Província viveu igualmente muitos motivos de ação de graças: as numerosas entradas no noviciado, as ordenações diaconais e sacerdotais, os últimos votos e tantas outras celebrações que marcaram a nossa vida apostólica. Não me demorarei sobre elas neste momento. Nenhum destes acontecimentos pode deixar-nos indiferentes. Todos eles nos afetam e suscitam consolação ou desolação. Chorei quando era necessário; também ri, cantei e dancei quando chegou o momento de o fazer. Em suma, procurei tirar lições de cada acontecimento, tanto para a minha vida como para a forma de exercer o serviço de Provincial. Com o tempo, aprende-se a transformar a experiência numa ajuda para enfrentar os desafios. Na minha opinião, compete antes aos outros discernir qual foi a graça própria do meu serviço como Provincial. Quando entro em mim mesmo, dou-me conta de que fiz sobretudo a experiência da permanência da graça de Deus. Posso dizer que a «graça de estado» foi uma realidade para mim. Compreendi ainda mais profundamente que a missão pertence ao próprio Deus, que é quem conduz o seu destino. Eu fui apenas um instrumento para permitir que Deus realizasse o seu desígnio, e foi com muita fé que vivi os diversos acontecimentos da Província. O que aprendi sobre mim mesmo? Descobri em mim
Six années au service de la mission: Entretien avec le P. Rigobert Kyungu, SJ
Au terme de son mandat comme Supérieur provincial des jésuites d’Afrique Centrale (2020-2026), le P. Rigobert Kyungu Musenge, SJ, revient sur six années de service marquées par la foi et l’espérance. Il évoque les principaux événements qui ont jalonné son provincialat : la pandémie de Covid-19, les conflits dans l’est de la RDC, les visites des Papes François et Léon XIV, ainsi que le développement de la mission jésuite en RDC et en Angola. Il partage également son regard sur la formation des jeunes jésuites, les défis de la vie religieuse aujourd’hui et les espérances qu’il nourrit pour l’avenir de la Province. Dans cet entretien, il livre un témoignage empreint de foi, de réalisme et d’action de grâce, convaincu que, malgré les épreuves, « la mission appartient à Dieu lui-même ». Propos recueillis par Christian Kombe, SJ Nommé le 6 novembre 2019, je suis entré en fonction comme Provincial d’Afrique centrale le 31 juillet 2020. J’achève mes six ans de mandat ce 31 juillet 2026. Les événements qui ont marqué cette période sont nombreux. J’ai commencé mon mandat en pleine crise de la pandémie de Covid-19. Le premier défi fut celui de visiter les communautés jésuites en RDC et en Angola, ainsi que les jésuites en mission en dehors de la Province. Grâce à Dieu, ces visites ont pu s’effectuer, même s’il fallait passer par l’exigence d’un test médical avant chaque voyage. Ainsi ai-je effectué plus de 50 tests dans différentes villes de nombreux pays visités, chacun ayant ses exigences ou ses caprices. Je me suis aussi exposé, car je suis passé par des zones à risque et j’ai rencontré des personnes déjà infectées. Mais j’étais poussé par un zèle intérieur qui m’aidait à braver la peur et à toujours aller de l’avant. Curieusement, je termine mon mandat alors que sévit une autre épidémie en RDC, celle de la maladie à virus Ebola, principalement dans l’Est du pays. A cause de cette crise sanitaire, j’ai raté l’occasion d’effectuer une dernière visite canonique à nos communautés de Bukavu et de Goma. Les compagnons et les populations de cette partie de la RDC sont frappés par les conséquences de l’occupation des rebelles de l’AFC/M23 depuis janvier-février 2025, ainsi que par la fermeture des frontières, qui a duré plus d’un mois, à cause de l’épidémie du virus Ebola. Je partage cette douleur dans mon cœur et dans ma chair ; je confie mes confrères et les populations de ces zones, à la bienveillance de Dieu. Au sein de la Province, je ne peux passer sous silence l’expérience d’accompagner les mourants ou d’organiser les funérailles des confrères décédés. Durant mon provincialat, une vingtaine de membres de notre Province sont morts, principalement en RDC, en Belgique, en Espagne, voire en Inde. J’ai vécu chacun de ces décès avec gravité. J’ai eu la grâce de bénéficier des dernières conversations avec eux et pour certains, je me suis même retrouvé au chevet de leur lit alors qu’ils entraient dans leur agonie. Ce sont des moments de profonde communion et d’une intensité spirituelle indescriptible. Malgré la douleur éprouvée, j’ai vécu ces moments avec une grande consolation intérieure, en réalisant que mes compagnons mouraient vraiment et littéralement « entre les mains de Dieu », c’est-à-dire « dans le Seigneur ». Ils ont vraiment eu la grâce d’une bonne mort ! Je garde une pensée particulière à l’égard de chacun d’eux ; qu’ils reposent en paix ! Ces années ont aussi été marquées par la visite du Pape François en RDC (2023) et du Pape Léon XIV en Angola (2026). En RDC, le Saint-Père avait réservé du temps pour une rencontre privée avec les jésuites. J’ai eu le privilège de conduire la délégation et de m’asseoir à côté de Sa Sainteté, pour traduire les questions de mes compagnons en italien pour le Pape, et ses réponses en français pour eux. Ce fut ma dixième rencontre avec le Pape François ; j’ai pu le rencontrer à plusieurs reprises auparavant à Rome, dans diverses circonstances. Lors de sa visite en RDC, j’étais le président de la COSUMA (Conférence des Supérieurs Majeurs). Là aussi, j’ai eu à jouer un rôle particulier ; j’ai négocié pour qu’un groupe de provinciaux et provinciales puisse serrer la main de sa Sainteté ; j’ai animé la prière précédant la rencontre du Pape avec les consacrés dans la cathédrale Notre-Dame du Congo à Kinshasa, etc. Malheureusement, je n’ai pas été présent lors de la visite du Pape Léon XIV en Angola. Mais j’ai suivi de loin les nouvelles de son voyage apostolique. Il y a une différence avec le Pape François, car ce dernier était jésuite ! Parmi les événements marquants de mes six années de service figure la mise en œuvre de la gratuité de l’enseignement primaire et secondaire dans des conditions particulièrement difficiles. Il s’ensuivit notamment une grève des enseignants en pleine crise de la Covid-19. Quelle épreuve pour notre apostolat de l’éducation en RDC ! Par ailleurs, à l’interne, la Province a également connu de nombreux motifs d’action de grâce : les nombreuses entrées au noviciat, les ordinations diaconales et sacerdotales, les derniers vœux, ainsi que d’autres célébrations qui ont rythmé notre vie apostolique. Je ne m’y attarderai pas ici. Tous ces événements ne peuvent laisser indifférent. Ils affectent nécessairement ; ils provoquent la consolation ou la désolation. J’ai pleuré lorsqu’il le fallait, j’ai aussi ri, chanté et dansé lorsqu’il le fallait. Somme toute, j’ai tiré des leçons de chaque événement, tant pour ma vie que pour ma manière de servir comme Provincial. Avec le temps, l’on finit par tirer profit de l’expérience pour relever les défis rencontrés. A mon avis, il appartient à d’autres de déceler la grâce propre de mon service en tant que Provincial. En rentrant en moi-même, je réalise que j’ai plutôt fait l’expérience de la permanence de la grâce de Dieu. Je peux dire que la « grâce d’état » a été une réalité pour moi. J’ai davantage compris que la mission appartient à Dieu lui-même, qui en conduit le destin. Je n’ai été qu’un instrument pour permettre à Dieu de réaliser son plan et