De 13 a 16 de agosto de 2026, a Rede MEJ-MAGIS reuniu 77 jovens provenientes de Kinshasa, Kikwit e Kisantu para uma colónia de férias no Colégio Kubama. Foram quatro dias vividos sob o signo do encontro, da fraternidade e da fé, durante os quais os jovens foram convidados a descobrir como se podem tornar, no seu quotidiano, testemunhas de Cristo.
Landry Kuma-Kuma Mousa, SJ
O Colégio Kubama, em Kisantu, acolheu 77 jovens por ocasião de uma colónia de férias organizada pela Rede do Movimento Eucarístico dos Jovens (MEJ) – MAGIS, sob o tema «Jovens, testemunhas de Cristo». Acompanhados pelos Padres Gilbert Mbambi, Landry Kuma-Kuma e Michel Gwogwo, estes quatro dias foram muito mais do que um simples período de férias: constituíram um verdadeiro caminho de encontro, fraternidade e crescimento na fé. O objetivo era ajudar os jovens a descobrir como a sua fé pode ganhar forma na vida quotidiana, nas suas famílias, escolas, universidades e nos diferentes ambientes em que vivem.


Cristo no centro do encontro
A Eucaristia constituiu o coração desta experiência. As missas diárias, cuidadosamente preparadas, permitiram aos jovens redescobrir Cristo como centro e modelo das suas vidas. As sessões e, sobretudo, as conversas espirituais, tão importantes na pedagogia inaciana, proporcionaram-lhes espaços para escutar, partilhar e reler aquilo que estavam a viver. Ao longo dos dias, foram assim convidados a olhar de uma nova forma para a sua própria experiência e a aprender a «ver todas as coisas novas em Cristo».
Descobrir Kisantu caminhando
O encontro foi também uma oportunidade para descobrir Kisantu e alguns dos seus lugares emblemáticos. A visita à Catedral de Notre-Dame-des-Douleurs proporcionou um momento de recolhimento e oração. No jardim botânico, fundado em 1900 pelo irmão jesuíta Justin Gillet, a natureza tornou-se um lugar de contemplação e admiração. O local recorda também a longa presença da Companhia de Jesus nesta região.
A descoberta do Colégio Kubama e do noviciado Notre-Dame, Mère de la Compagnie de Jésus, permitiu, por sua vez, aos jovens conhecer melhor a presença e a missão dos jesuítas, bem como as diferentes formas através das quais a Companhia se coloca ao serviço da Igreja e da sociedade.
Um momento de alegria e partilha
As refeições partilhadas, o desporto, os cânticos, as pequenas peças teatrais e as diferentes atividades permitiram aos jovens criar laços e colocar os seus talentos ao serviço do grupo. Alguns ousaram tomar a palavra apesar da timidez; outros descobriram que um talento se torna verdadeiramente fecundo quando é partilhado com os outros. Nesta diversidade de atividades, cada um pôde encontrar o seu lugar e contribuir para a vida do grupo.
A fogueira do dia 15 de agosto ficará certamente como um dos momentos altos do encontro. À luz das chamas, os cânticos, os sorrisos e os talentos partilhados deram um rosto particular à alegria vivida em conjunto. Uma alegria simples, mas profunda, que recorda que a espiritualidade inaciana também sabe reconhecer Deus na fraternidade, na criatividade e na vida partilhada.



De jovens participantes a companheiros
No final destes quatro dias, algo tinha mudado. Jovens vindos de diferentes horizontes, alguns dos quais não se conheciam à chegada, partiram com o sentimento de terem feito verdadeiramente um caminho juntos. Levaram consigo não apenas recordações, mas também uma responsabilidade: fazer irradiar nos seus ambientes aquilo que tinham recebido.
Esta experiência está profundamente ligada à terceira Preferência Apostólica Universal da Companhia de Jesus, que convida a «caminhar com os jovens para um futuro cheio de esperança». Acompanhar os jovens não consiste, portanto, apenas em transmitir-lhes conhecimentos. Trata-se de caminhar com eles, escutá-los, discernir com eles e ajudá-los a descobrir que também eles têm algo a oferecer à Igreja e à sociedade.
Uma experiência tornada possível pela generosidade
Esta colónia de férias foi também possível graças ao apoio de numerosos benfeitores. O seu contributo material, espiritual e moral permitiu oferecer a estes jovens um espaço onde fé, formação, fraternidade e alegria puderam encontrar-se. A todos eles, o nosso profundo agradecimento pela sua generosidade e confiança.
Nem mesmo os engarrafamentos no regresso, verdadeiras provas de paciência, conseguiram apagar os sorrisos. Os jovens regressaram cansados, mas felizes, com uma experiência para reler e, sobretudo, uma missão a prosseguir.
A colónia terminou, mas o caminho continua. Porque ser «jovens, testemunhas de Cristo» não é apenas um tema de uma colónia de férias. É um apelo a fazer da própria vida um testemunho, dos próprios talentos um serviço e da própria fé uma presença que dá esperança. A.M.D.G.
